Ouçam la, esta tudo louco ou sou eu que não estou a ver bem o filme?

Ouçam la, esta tudo louco ou sou eu que não estou a ver bem o filme? Ha pouco, estava a ler o publico e li uma noticia, em que um director de um agrupamento de escolas se justificava pelo facto de ter convocado, todos os professores da escola, para vigiar o exame de português. Na mesma noticia existia uma voz de oposição, classificando este comportamento como “um atentado do direito à greve”! Não franziram a testa quando leram isto? Eu nem estava a perceber bem, porque na escola onde trabalhei nos ultimos anos, todos os professores da escola eram convocados para vigiar o exame de português – é o exame com maior numero de alunos, costuma ser o primeiro e a verdade (acho que isto, por si so é suficiente) é que decorre em dia de semana, no horario laboral de qualquer professor! E sim, mesmo sendo correctora, era convocada para vigiar o exame de português!

é por atitudes destas (como a voz que diz ser um atentado à greve) que a classe dos professores é vista, pela sociedade como pessoas pouco habituadas a trabalhar – o que não é, de todo, verdade)!

A discussão deveria ser outra (na minha opinião, claro)! Como é que a escola vai gerir, nos 30 minutos que tem entre a chegada dos professores e o inicio do exame,  um cenario em que existem alunos que, por falta de vigilantes efectivos, não podem fazer exame e outros que, mesmo pertencendo à mesma escola, terão a possibilidade de o fazer! Anula-se o exame ao nivel da escola? a nivel nacional? ou poderão realizar-se em algumas salas / escolas? Acredito que existam instruções provenientes do ministério para a gestão deste tipo de cenarios, mas sobre isso ainda não li uma virgula! Acho que poderia ajudar os alunos e as familias!

4 responses to “Ouçam la, esta tudo louco ou sou eu que não estou a ver bem o filme?

  1. You have a point there!!!

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  2. Estou revoltado com todo este processo de greve dos professores aos exames, mal gerido pelo ministério.
    É para mim óbvio que a greve só teve um destinatário, o aluno inocente.

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  3. Cheguei a Lisboa há 3 dias e tenho ouvido opiniões de diferentes professores. Ontem, em conversa com uma amiga, ela dizia-me: “Fiz greve às reuniões de avaliação, mas para mim a greve deve ter um acto responsável e por esse motivo não consigo fazer greve aos exames.” O que mais me deixou chocada foi o que ouvi a seguir. “Não imaginas os nomes que me chamaram quando entrei na escola para vigiar o exame!” mas quem, perguntei eu? “Os colegas… Chamaram-me fascista, desejaram que para o ano não tivesse colocação, que o desemprego era o melhor lugar para mim…” Vim para casa de rastos, simplesmente porque considero que a greve a exames nacionais não é um acto responsável porque prejudica os alunos. Estou a preparar um post sobre isto, sobre tudo o que ouvi nestes últimos dias, mas quis deixar-lhe esta resposta Carlos… Beijinho para si.

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  4. Em qualquer profissão existem profissionais pouco profissionais. Talvez a minha seja a que disso mais sofre, quer no Estado quer no privado.
    Não entendo no ensino público, que todos os anos haja o que me parece ser uma confusão e baralhada com a colocação de professores. A estabilidade em qualquer profissão é essencial para um bom desempenho.
    Por outro lado, os sindicatos que infectam muitos professores, passam a ideia que falam por todos, o que não é verdade. Se ainda há “fascismo” ele está nos sindicatos, que atacam a liberdade individual dos não filiados.

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